Mitos x Verdades: uso de repelentes em bebês

  09/11/2021

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Durante o verão surgem algumas preocupações para os pais, entre elas, a proteção contra os mosquitos através dos repelentes, já que nesta estação a incidência de insetos é mais alta. Os mosquitos, além de oferecerem risco de reações alérgicas através de suas picadas, podem transmitir doenças, como os casos de febre amarela e dengue.

Em tempos onde muitas informações podem ser encontradas na internet, você sabe o que é mito ou verdade sobre esse tema? 

 

Como devo escolher e como aplicar o produto adequadamente em meu filho? 

É recomendado que os repelentes sejam utilizados em locais com maior incidência de mosquitos, como: praias, parques e fazendas. No momento da escolha pelo repelente, é fundamental que os pais optem por produtos aprovados pelo Ministério da Saúde ou pela Anvisa, pois assim serão garantidos a segurança e eficácia do produto.

 

Bebês menores de 6 meses não podem utilizar repelentes

Verdade! Os pequenos não devem usar nenhum tipo de repelente antes do sexto mês, apenas fazer uso de medidas preventivas como mosquiteiros, por exemplo.

Quando o bebê completar seis meses, os pais podem aplicar repelentes à base de IR3535. Acima de dois anos, os produtos podem ser à base de DEET (em concentração máxima de 10%) e Icaridina (em concentração de 25%).

 

Repelentes não são seguros à saúde das crianças/bebês

Mito! Antes de serem disponibilizados no mercado, os repelentes passam por testes de segurança e eficácia. É importante respeitar as instruções de uso e faixa etária e vale fazer um teste em pequenos pontos do corpo, para garantir que não haja reações alérgicas, coceiras ou vermelhidão.

 

Não é preciso aplicar o repelente por baixo da roupa

Verdade! O uso de repelentes para bebês deve ficar restrito as partes expostas do corpo e, se houver necessidade, utilize opções em spray sobre a roupa. Importante ressaltar que o produto não deve ser aplicado sobre pele lesionada ou que já esteja irritada.

 

Repelentes caseiros são tão eficazes quanto os comerciais

Mito! Produtos caseiros formulados à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, entre outros, não têm eficácia comprovada pela Anvisa.

 

O repelente deve ser o primeiro produto a ser aplicado na pele

Mito! Ele deve ser o último, desta forma os demais produtos / componentes não irão se misturar ao repelente. Lembre-se que é preciso esperar a loção hidratante, por exemplo, secar primeiro, para depois aplicar o repelente por cima.

 

Recomendações importantes:

·         Não permitir que a criança durma ou permaneça com o repelente no corpo por período prolongado, este deve ser retirado com água e sabão;
·         Leia sempre as indicações e contraindicações do produto a fim de evitar complicações;
·         Não permita que a criança auto aplique o produto, evitando assim sua ingestão e sérias complicações, como a intoxicação;
·         Evite aplicar o produto próximo a boca, nariz, olhos ou em feridas;
·         Evite aplicar o produto sob roupas, uma vez que sua ação depende da evaporação, além disso, a oclusão com roupa pode favorecer o desenvolvimento de alergias
·         Utilize quantidade suficiente do produto (recomendada pelo fabricante) para a proteção de áreas expostas, evite sua aplicação por de baixo das roupas;
·         Sempre aplique o produto em intervalos recomendados pelo fabricante;
·         Tenha preferência por loções cremosas para as crianças, pois são mais seguras;
·         Estes produtos podem causar reações alérgicas, por este motivo devem ser utilizados sempre sob orientações médicas;
·         Os repelentes devem ser sempre os últimos produtos a serem aplicados, depois dos hidratantes ou filtro solares.

 

Outras medidas complementares também devem ser adotadas para a proteção das crianças, como a utilização de telas em portas e janelas, a refrigeração do ambiente através de ventiladores e ar condicionado, a utilização de vestimentas claras, de preferência com mangas e calças compridas, a não aplicação de produtos com fragrância, e o cuidado com a limpeza e a dedetização do ambiente.

 

 

REFERÊNCIAS

https://escolasdobem.com.br/uso-de-repelentes-para-bebes/

https://escolasdobem.com.br/saiba-como-fazer-o-uso-adequado-de-repelentes-em-criancas/

http://elas.gaz.com.br/conteudos/saude/2019/12/13/159049-mitos_x_verdades_uso_de_repelentes_em_bebes.html.php

https://www.centralnacionalunimed.com.br/web/guest/viver-bem/pais-e-filhos/uso-de-repelentes-em-criancas?p_p_id=148_INSTANCE_K&p_p_lifecycle=0&p_p_state=normal&p_p_mode=view&resetCur=true&p_r_p_564233524_tag=filhos